terça-feira, 10 de novembro de 2009

O maior quadro do Louvre


Andava eu no hipermercado quando uma preocupação grave me assolou.

Quem vai ao Louvre vai sempre ver a Mona Lisa e até ai tudo bem (se bem que ainda não apanhei qual é o fascínio por esse quadro) mas muito pouca gente olha para o quadro que a Mona olha o dia todo.

Imaginem uma familia de São Mamede de Infesta a entrar no Louvre, subir ao primeiro andar á ala Denon, entrar na Salle des Etats e, com 41 quadros nas paredes laterais e o maior quadro do Louvre na parede frontal, perfilam-se na a multidão que se amontoa ao fundo para ver um unico quadro de 77 x 53 cm exposto numa enorme parede. A Mona Lisa que, continua a olhar para o quadro em frente como se soubesse qualquer coisa que nós não sabemos.

Que quadro seria esse?


O quadro em questão é "As Bodas de Canaã" de Veronese e é o maior quadro existente no Louvre
Para quem não está a par da sua teologia, "as bodas de Canaã", são o celebre episódio da Bíblia (João 2, 1-11) em que Jesus atende a um casamento e, ao esgotarem os stocks de vinho, o salvador salva a festança e transforma a agua em vinho. (Tambem transformou um porco em ministro da agricultura e leite de cabra em Sumol de Ananás... para os miúdos)

E a festança foi tal que o Veronese decidiu fazer uma pintura de 660 x 990 cm (ou seja grande, muito grande)

Aquela altura nota-se que já estava tudo bem regado e que no centro da gravura está uma imagem de Cristo com um olhar que parece que nos segue (como a Mona Lisa) o que me sugere que estão ambos a tentar combinar qualquer coisa para depois do casamento (talvez ir aquele bar novo que abriu naquele sitio) mas com tanta gente a frente não conseguem. (Raio dos turistas).

Já que estamos numa de pintura vou analisar outra pintura, bastante sugestiva ao Portugal dos nossos dias.

"A morte de Sócrates" de Saint-Quentin


Se analisarem o quadro com a coloração politica portuguesa esta quadro parece profético. Tentem seguir o que eu digo.

Sócrates (vestido de branco representando o governo eleito) está no centro da imagem a receber o copo de cicuta de Gerónimo de Sousa (de vermelho PCP).
Aos pés da cama está Cavaco Silva (tambem de branco poder institucional) a fingir que não vê nada.
Sentado ao lado da cama está o professor Marcelo Rebelo de Sousa (de laranja PSD) a dizer "Bom. Ó Sócrates. Deixa lá que eu trato disto" mas a pensar "Irra, estava a ver que este galo não largava o poleiro".
Por detrás do Prof. Marcelo está Paulo Portas a chorar (de azul e amarelo CDS) como quem diz "Acabou-se o tacho. E logo agora que eu queria comprar um porta avioes"
 Na extrema direita (ironia das ironias) está Francisco Louça (de vermelho e preto Anarquista) a rir á gargalhada.
Num plano mais recuado á esquerda está Nuno Melo (tambem de azul e amarelo) a jogar ás escondidas. (Esse nem participa, está lá só para brincar).
Andam para ali mais uns totós mas é só para compor o ramalhete. São "xerokus".

E pronto já chega de arte por hoje. Para o próximo episódio... Joan Miró. (no way. detesto Miró)

Uma pessoa que leia isto até pode pensar "Ah e tal o Kumekei foi ao Louvre"... nada mais longe da verdade.
O Kumekei nunca vai a lado nenhum. O mais longe que foi foi a Badajoz comer caramelos e foi numa excursão.


1 comentário:

  1. LOL! Que grande post. A análise ao quadro de Saint-Quentin... linda!

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